Saúdo o Brasil brejeiro, bucólico,
O Brasil pé no chão
Um Brasil de Adoniran, habitante do devaneio Buarqueano
O Brasil concebido pelas linhas de Noel Rosa
Um Brasil café pequeno, teorizado em conversa de botequim
O Brasil em que, a despeito de toda a lama, de toda a Brahma, “a gente vai levando”
Um Brasil pendurado na mercearia da esquina.10 mil-réis no bolso, não sabe com que roupa vai
O Brasil de bóias-frias que se veem divididos entre seu amor e o último trem para Jaçanã
Um Brasil urbanizado, saudoso de suas queridas malocas. A mesma urbanização que concebeu tantos
dos meus guris que chegam no morro com pulseira, relógio e documento
dos meus guris que chegam no morro com pulseira, relógio e documento
O Brasil de delegados-bambas que nunca fizeram samba nem viram Maria
Um Brasil que, em suas secretas fantasias, deseja Genis mas se casa com Amélias
O Brasil verde e rosa, mas convidado para sambar no Brás
Um Brasil de fome, orgulhoso com sua feijoada completa.
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